Risco de autismo de 3 a 5% em crianças com tios com autismo, 22 Maio 2020
Descoberta publicada na revista “Biological Psychology”
22 maio 2020
Investigadores norte-americanos e suecos analisaram os dados de cerca de 850.000 crianças suecas e as suas famílias para verificarem o risco de autismo nas mesmas.
A perturbação do espetro de autismo (PEA) é uma perturbação neurológica e de desenvolvimento complexa que se desenvolve cedo na vida do doente e afeta a forma como uma pessoa interage com os outros, comunica e aprende.
De acordo com o estudo, cerca de 3 a 5% das crianças com uma tia ou tio com PEA também podem ter a perturbação, em comparação com cerca de 1,5% das crianças da população em geral.
Os investigadores descobriram também que uma criança cuja mãe tem um irmão com PEA não é mais suscetível de ser afetada pela PEA do que uma criança cujo pai tem um irmão com PEA.
Os resultados põem em causa o efeito protetor das mulheres, uma teoria segundo a qual as mulheres têm uma taxa mais baixa de PEA do que os homens, porque têm uma maior tolerância aos fatores de risco da doença.
Uma explicação possível é que as mulheres têm resistência incorporada aos fatores genéticos que levam ao autismo. A teoria defende que muitas mulheres poderiam ser portadoras desses fatores de risco e não ser afetadas, mas poderiam transmiti-los aos seus filhos, que não têm o efeito protetor e podem desenvolver a doença.
Os investigadores verificaram que os filhos de mães com um ou mais irmãos com PEA eram cerca de três vezes mais propensos a ter PEA do que as crianças da população em geral, e os filhos de pais com um ou mais irmãos com PEA tinham o dobro da probabilidade de ter a doença do que as crianças da população em geral.
Os investigadores concluíram que a probabilidade dos filhos de pais com um ou mais irmãos com PEA não diferiu significativamente das crianças cujas mães têm um irmão com a doença.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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