Pulmão em chip fornece informação sobre resposta do corpo à infeção por tuberculose
Descoberta publicada na revista “eLife”, 18 Dezembro 2020
18 dezembro 2020
Investigadores da Suíça desenvolveram um modelo de pulmão em chip para estudarem a forma como o corpo responde à tuberculose no início da infeção.
O modelo revelou que as células do sistema respiratório, chamadas células epiteliais alveolares, desempenham um papel essencial no controlo da infeção por tuberculose precoce, produzindo uma substância chamada surfactante, uma mistura de moléculas (lípidos e proteínas) que reduzem a tensão superficial onde ar e líquido se encontram no pulmão.
Investigações anteriores mostraram que os componentes do surfactante podem prejudicar o crescimento bacteriano, mas que as próprias células epiteliais alveolares podem permitir o crescimento bacteriano intracelular. Os papéis destas células na infeção precoce não eram, portanto, completamente compreendidos.
Os investigadores explicaram que a tecnologia é oticamente transparente, o que significa que poderiam usar uma técnica de imagiologia chamada microscopia time-lapse para acompanhar o crescimento da bactéria M. tuberculosis em macrófagos ou células epiteliais alveolares durante vários dias.
A investigação revelou que a falta de surfactantes resulta num crescimento bacteriano descontrolado e rápido tanto em macrófagos como em células epiteliais alveolares. Por outro lado, a presença do surfactante reduz significativamente este crescimento em ambas as células e, em alguns casos, impede-o completamente.
Os investigadores acrescentam que estão atualmente a utilizar um modelo de pulmão em chip humano para estudar como os pulmões podem responder a uma infeção de baixa dose e inoculação do SARS-CoV-2.
Os investigadores concluíram que estas descobertas contribuem para a compreensão do que acontece durante a infeção inicial por tuberculose, e podem explicar em parte porque é que os fumadores ou doentes que têm a funcionalidade do surfactante comprometida têm um risco mais elevado de contrair uma infeção primária ou recorrente.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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