Pressão arterial elevada na idade adulta associada a danos cerebrais em idosos
Descoberta publicada na revista “European Heart Journal”, 2 Dezembro 2020
02 dezembro 2020
Investigadores da Sociedade Europeia de Cardiologia descobriram que havia uma forte associação entre a pressão arterial diastólica antes dos 50 anos de idade e os danos cerebrais mais tarde na vida.
A investigação analisou a informação médica e exames ao cérebro por ressonância magnética de 37.041 participantes com idades compreendidas entre os 40 e os 69 anos.
A investigação procurou danos no cérebro chamados hiperintensidades de massa branca (WMH, na sigla em inglês), que indicam danos em pequenos vasos sanguíneos do cérebro que aumentam com a idade e a pressão sanguínea. Os WMH estão associados a um risco acrescido de AVC, demência, deficiências físicas, depressão e um declínio na cognição.
Para compararem o volume de hiperintensidades de massa branca entre pessoas e para ajustarem a análise ao facto de os cérebros das pessoas variarem em tamanho, os investigadores dividiram o volume de WMH pelo volume total de massa branca no cérebro, pudendo assim analisar a carga de WMH.
Os investigadores descobriram que uma maior carga de WMH estava associada à pressão arterial sistólica atual, mas existiu uma maior associação com a pressão arterial diastólica passada, quando os participantes tinham menos de 50 anos de idade.
A investigação mostrou que qualquer aumento da pressão arterial, mesmo abaixo do limiar de tratamento habitual de 140 mmHg para a sistólica e abaixo de 90 mmHg para a diastólica, estava associado ao aumento da WMH, especialmente quando as pessoas estavam a tomar medicamentos para tratar a pressão arterial elevada.
Os investigadores verificaram que para cada 10 mmHg de aumento da pressão arterial sistólica acima da gama normal, a proporção da carga de WMH aumentou em média 1,126 vezes e 1,106 vezes por cada 5 mmHg de aumento da pressão arterial diastólica.
Entre os 10% de pessoas com maior carga de WMH, 24% da carga poderia ser atribuída a ter uma pressão arterial sistólica acima de 120mmHg, e 7% poderia ser atribuída a ter pressão arterial diastólica acima de 70 mmHg, o que reflete o facto de haver uma maior incidência de pressão arterial sistólica elevada em vez de diastólica em doentes mais velhos.
A investigação mostrou que a pressão arterial diastólica em pessoas com 40 e 50 anos está associada a danos cerebrais mais extensos anos depois, o que significa que é importante ter a pressão arterial diastólica em conta para evitar danos nos tecidos cerebrais.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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