Poluição do ar causa pressão arterial elevada em crianças e adolescentes
Descoberta publicada na revista “JAHA: Journal of the American Heart Association”, 10 Maio 2021
10 maio 2021
Investigadores da Associação Americana do Coração, Estados Unidos da América, verificaram que a exposição a níveis elevados de poluentes atmosféricos durante a infância aumenta a probabilidade de hipertensão.
Na investigação foi realizada uma meta-análise de 14 estudos de poluição atmosférica, que envolviam dados de mais de 350.000 crianças e adolescentes, centrados na associação entre a poluição do ar e a pressão arterial na juventude.
Os investigadores exploraram o impacto da exposição da poluição do ar a longo prazo, acima dos 30 dias, e/ou exposição a curto prazo, menos de 30 dias, sobre os níveis de pressão arterial nos participantes.
Os investigadores dividiram os participantes em grupos com base no tempo de exposição à poluição atmosférica e pela composição dos poluentes atmosféricos, especificamente o dióxido de azoto e partículas com diâmetro de 10 μm ou de 2,5 μm, tendo em conta que as partículas finas são definidas como PM2,5 e maiores são definidas como PM10.
A investigação mostrou que a exposição a curto prazo a PM10 foi associada a uma pressão arterial sistólica elevada nos jovens.
Os investigadores verificaram ainda que os períodos de exposição a longo prazo a PM2,5, PM10 e dióxido de azoto foram também associados a níveis elevados de pressão arterial sistólica.
Os investigadores concluíram que estes dados destacaram a importância de desenvolver métodos para reduzir da exposição de crianças e jovens a poluentes de forma a evitar problemas associados à pressão arterial.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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