Mulheres com insuficiência renal têm uma menor taxa de uso de contracetivos
Descoberta publicada na revista “Kidney Medicine”, 16 Novembro 2020
16 novembro 2020
Investigadores da Universidade de Cincinnati, Estados Unidos da América, descobriram que as mulheres com insuficiência renal têm uma taxa de utilização de contracetivos de 5,3%.
Silvi Shah, líder da investigação afirmou que embora a doença renal em fase terminal tenha um impacto negativo na fertilidade, a conceção é comum entre as mulheres em diálise. No entanto, a insuficiência renal aumenta o risco de resultados adversos na gravidez, incluindo pré-eclampsia, restrição do crescimento fetal e bebés prematuros.
A investigação avaliou 35.732 mulheres em idade fértil entre 2005 e 2014, sendo que todas elas tinham entre 15-44 anos de idade, faziam diálise e tinham seguro de saúde.
Os investigadores verificaram que a taxa de utilização de contracetivos foi de 5,3%, sendo que o uso de contracetivos foi mais elevado entre as mulheres com idades compreendidas entre os 15-24 anos (11,1%) e mais baixo entre as mulheres com idades compreendidas entre os 40-44 anos (2,6%).
A investigação mostrou que uma idade mais jovem, raça/etnia nativa americana e negra, insuficiência renal devido à glomerulonefrite, modalidade de hemodiálise e cuidados de nefrologia pré-dialítica estavam associados a uma maior probabilidade de uso de contracetivos. A análise também constatou que o estatuto socioeconómico não teve impacto na probabilidade de uso de contracetivos.
Os investigadores afirmaram que os resultados salientaram que o uso de contracetivos entre mulheres com insuficiência renal é extremamente baixo, o que resulta em taxas mais elevadas de gravidezes não intencionais nesta população de alto risco, sendo necessário incluir o aconselhamento contracetivo para mulheres em idade fértil nos cuidados clínicos de rotina.
Os investigadores concluíram que é importante que as gravidezes nesta população de alto risco sejam planeadas para haver oportunidade para aconselhar as mulheres sobre planeamento familiar e o impacto da gravidez nas doenças renais e o impacto das doenças renais nos resultados maternos e fetais.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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