Investigadores verificaram se o uso de antidepressivos na gravidez afeta o bebé

Descoberta publicada na revista “Neuropsychopharmacology”, 19 Abril 2021

19 abril 2021
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Investigadores dos Estados Unidos da América verificaram que não existe ligação entre a toma de antidepressivos durante a gravidez e o desenvolvimento de doenças afetivas nas crianças.
 
Os investigadores explicaram que os antidepressivos são geralmente administrados como tratamento padrão, inclusive durante a gravidez, para prevenir a recorrência da depressão e como tratamento agudo em doentes deprimidos. 
 
A investigação acompanhou dados de mais de 42.000 crianças nascidas durante 1998 e 2011 de forma a verificar se a exposição a antidepressivos no útero aumentaria o risco de desenvolvimento de transtornos afetivos como a depressão e a ansiedade nas mesmas. 
 
Os investigadores descobriram que as crianças cujas mães continuaram a tomar antidepressivos durante a gravidez tinham um risco mais elevado de perturbações afetivas do que as crianças cujas mães deixaram de tomar antidepressivos antes da gravidez. 
 
Os investigadores analisaram ainda o efeito do uso de antidepressivos por parte dos pais durante a gravidez e descobriram que os filhos de pais que tomaram antidepressivos durante a gravidez tinham um risco mais elevado de terem transtornos afetivos, o que sugeriu que a associação observada é muito provavelmente devida à doença mental parental subjacente ao uso de antidepressivos.
 
A investigação não forneceu provas de uma relação causal entre a exposição in utero a antidepressivos e transtornos afetivos em crianças, assim sendo, os resultados apoiam a continuação da toma de antidepressivos para as mulheres com sintomas graves ou um elevado risco de recorrência, visto que esta doença pode afetar negativamente o desenvolvimento da criança.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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