Investigadores examinam mononucleose e fadiga crónica em alunos universitários

Descoberta publicada na revista “Clinical Infectious Diseases”, 29 Janeiro 2021

29 janeiro 2021
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Investigadores do Hospital Pediátrico de Chicago, Estados Unidos da América, analisaram as associações entre a mononucleose e a encefalomielite miálgica em estudantes universitários.
 
Os investigadores verificaram que muitos estudantes universitários recuperam totalmente da mononucleose infeciosa dentro de 1 a 6 semanas, mas alguns continuam a desenvolver a síndrome da fadiga crónica, também chamada encefalomielite miálgica (EM). 
 
Investigações anteriores descobriram que os fatores de risco para o desenvolvimento de EM após a contração de mononucleose incluíam sintomas físicos preexistentes e o número de dias passados em repouso.
 
A investigação seguiu 4.501 estudantes universitários para examinar fatores de risco que podem desencadear o prolongamento de doenças. 
 
Os participantes no estudo completaram sete inquéritos diferentes para avaliar potenciais sintomas de EM e realizaram um exame psiquiátrico completo, fornecendo amostras de soro, plasma e glóbulos brancos.
 
Os investigadores verificaram que 5,3% dos participantes desenvolveram mononucleose e 23% desses preencheram os critérios para EM seis meses mais tarde, 8% dos quais preencheram os critérios para EM grave. 
 
Os investigadores descobriram que os participantes que desenvolveram EM tinham mais sintomas físicos e irregularidades imunitárias, não começando com sintomas psicológicos, tais como stress, depressão ou ansiedade.
 
No futuro os investigadores pretendem analisar redes de citocinas no sangue e outros fatores de risco dos participantes, sendo que deficiências em certas citocinas podem sugerir irregularidades predisponentes na resposta imunitária.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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