Investigadores analisam controlo neuronal em jovens com autismo

Estudo publicado na revista “Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging”, 19 Março 2021

19 março 2021
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Investigadores dos Estados Unidos da América sugerem que as diferenças de controlo executivo na perturbação do espetro do autismo (PEA) podem ser o resultado de uma abordagem única e não de uma deficiência.
 
Os investigadores explicaram que as dificuldades de controlo executivo são comuns em indivíduos com autismo e estão associadas a desafios na realização de tarefas e na gestão do tempo. 
 
A investigação teve como objetivo determinar se estas dificuldades representaram uma perturbação no controlo executivo proativo, acionado e mantido antes de um evento cognitivamente exigente, ou no controlo executivo reativo, acionado à medida que o evento ocorre.
 
Os investigadores analisaram os cérebros de 141 adolescentes e jovens entre os 12 e os 22 anos de idade através de ressonâncias magnéticas, sendo que 64 destes participantes tinham uma PEA e 77 eram controlos neurotípicos.
 
Os investigadores mostraram aos participantes um sinal verde ou vermelho, seguido de uma seta branca que apontava para a esquerda ou para a direita. Em metade das provas, os participantes viram um sinal verde a pedir-lhes para carregar num botão que correspondia à direção da seta, e na outra metade viram um sinal vermelho que pedia para carregarem num botão que não correspondia. 
 
A investigação mostrou que, durante a realização destes testes, os participantes com autismo mostraram uma atividade cerebral maior durante os sinais em redes associadas a processos de controlo proativos. No entanto, nos ensaios mais cognitivamente exigentes a atividade era semelhante entre os dois grupos.
 
Os investigadores afirmaram que isto sugere que o controlo proativo não é de facto prejudicado, mas que os participantes com PEA o implementam de uma forma única, porque empregam o controlo proativo para se prepararem para os ensaios mais fáceis e não para os mais difíceis.
 
Os investigadores descobriram também que durante o teste da seta, a conectividade entre regiões associada a processos de controlo reativos foi reforçada de forma única nos ensaios mais exigentes em indivíduos com PEA, mas não em participantes em desenvolvimento típico.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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