Estudo associa privações na infância com dificuldades neuropsicológicas, 1 Junho 2020
Descoberta publicada na revista “Psychological Medicine”
01 junho 2020
Investigadores do Reino Unido forneceram provas convincentes do impacto da adversidade na infância sobre o funcionamento neuropsicológico na idade adulta.
A equipa analisou a função neuropsicológica em 70 jovens adultos que foram expostos a condições de privação grave em orfanatos romenos durante o regime de Nicolae Ceausescu e subsequentemente adotados por famílias britânicas.
Os participantes romenos adotados foram comparados a 22 britânicos adotados de idades semelhantes que não tinham sofrido privações infantis.
Os participantes realizaram testes para avaliar o seu funcionamento neuropsicológico em cinco áreas: controlo das suas respostas (controlo inibitório), memória prospetiva, tomada de decisões, reconhecimento emocional e capacidade cognitiva (QI).
Os sintomas de transtorno de défice de atenção/hiperatividade (TDAH) e de perturbações do espetro do autismo (PEA) foram avaliados através de questionários preenchidos pelos pais das crianças.
Os resultados mostraram que os romenos adotados tinham um QI mais baixo e um desempenho inferior nos outros quatro testes, quando comparados com os britânicos que não tinham sofrido privações.
Os participantes com o QI mais baixo e com os maiores problemas de memória tinham mais probabilidades de apresentar sintomas de TDAH na idade adulta do que os participantes sem dificuldades neuropsicológicas. Os investigadores não encontraram qualquer relação direta entre os sintomas de TDAH e o desempenho neuropsicológico.
Os investigadores concluem que as crianças que vivem em instituições sujeitas a más condições de higiene, alimentação insuficiente, pouco afeto e nenhuma estimulação social ou cognitiva, têm mais probabilidades de terem dificuldades neuropsicológicas.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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