Diabetes tipo 2 associada a pior desenvolvimento cognitivo após AVC, 20 Maio 2020
Descoberta publicada na revista “Stroke”
20 maio 2020
Investigadores da Associação Americana do Coração, Estados Unidos da América, verificaram que a diabetes tipo 2 contribuí para a diminuição dos níveis de cognição em doentes após o AVC.
Os investigadores combinaram dados de 1.601 doentes com AVC (idade média de 66 anos; 63% homens; 70% asiáticos; 26% brancos; 2,6% afro-americanos) para verificarem os impactos do AVC na cognição.
O estudo verificou que quase todos os doentes tiveram AVCs provocados por coágulos, tendo sido avaliadas várias funções cognitivas entre três a seis meses após o AVC. Os níveis de açúcar no sangue em jejum medidos na admissão hospitalar e o historial médico foram utilizados para detetar diabetes tipo 2 e pré-diabetes.
Os investigadores verificaram que em comparação com doentes com açúcar no sangue em jejum normal, aqueles com diabetes tipo 2 obtiveram resultados significativamente inferiores em diferentes áreas da função cognitiva, incluindo memória, atenção, velocidade de processamento da informação, linguagem, capacidade visual para copiar ou desenhar formas ou figuras ou linhas, flexibilidade mental e funcionamento executivo.
Os investigadores também notaram que os doentes com pré-diabetes não obtiveram resultados significativamente piores do que os doentes com glicemia normal em quaisquer áreas da função cognitiva.
As comparações permaneceram as mesmas após os investigadores se terem ajustado a fatores adicionais, incluindo tipo de AVC, etnia, tensão arterial elevada, tabagismo, AVC anterior, ritmo cardíaco anormal e índice de massa corporal.
Os investigadores concluem que, embora o estudo esteja centrado na cognição após um AVC, há fortes evidências de que a diabetes tipo 2 está associada a uma deficiência cognitiva.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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