Criada nova ferramenta de diagnóstico para a gestão de doentes com sépsis
Descoberta publicada na revista “Critical Care”, 29 Março 2021
29 março 2021
Investigadores da Alemanha encontraram um biomarcador chamado DPP3 que pode prever a evolução da função dos órgãos e a sobrevivência em doentes sépticos.
A sépsis é causada por uma resposta desregulada do corpo a uma infeção, sendo que a rápida da mesma para o choque séptico levanta a necessidade de testes mais precisos e mais rápidos para apoiar uma melhor tomada de decisão clínica.
Os investigadores explicaram que o DPP3 é uma enzima responsável pela depressão cardiovascular e falência de órgãos em doentes críticos. Embora o DPP3 intracelular esteja envolvido em processos metabólicos normais, a morte de células leva à libertação de DPP3 na corrente sanguínea.
A circulação de DPP3 inativa a angiotensina II, uma hormona que regula o sistema renina-angiotensina-aldosterona (RAAS, na sigla em inglês), que controla a hemodinâmica. O esgotamento da hormona leva à depressão cardiovascular e à redução do tónus vascular, uma instabilidade hemodinâmica que agrava a falência de múltiplos órgãos.
A investigação incluiu cerca de 600 doentes com sépsis e choque séptico e mostrou que os níveis de DPP3 podiam prever a falência de órgãos a curto prazo e a necessidade de terapias de apoio aos órgãos nesta população, sendo que níveis elevados ou crescentes de DPP3 no sangue precedem a lesão de órgãos.
A investigação mostrou ainda que os níveis baixos ou decrescentes de DPP3 nas primeiras 24 horas de admissão na unidade de cuidados intensivos previam uma melhoria da função dos órgãos e melhores resultados.
Os investigadores concluíram que a medição dos níveis de DPP3 pode revelar precocemente lesões de órgãos e ajudar a orientar a gestão precoce de doentes sépticos.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Classificar

Comentar



