Criação de um modelo para doenças relacionadas com neutrófilos, 5 Junho 2020
Descoberta publicada na revista “Nature Communications”
05 junho 2020
Investigadores da Escola Politécnica Federal de Lausanne, França, criaram um novo modelo para combater os problemas de modelos preexistentes de doenças relacionadas com neutrófilos.
Os investigadores estudaram um grupo de células imunitárias chamadas neutrófilos, que têm sido postas em destaque por se infiltrarem nas vias respiratórias de doentes que morreram de COVID-19.
Vários investigadores acreditam que, na sua tentativa de atacar o vírus, os neutrófilos podem estar a agravar ainda mais os sintomas da doença, invadindo os pulmões e exacerbando a inflamação no local. Para descobrir se este é realmente o caso, os cientistas costumam utilizar um modelo de rato cujos neutrófilos se esgotam com anticorpos "anti-neutrófilos".
Esta abordagem é amplamente utilizada para estudar os neutrófilos em várias condições diferentes, incluindo doenças autoimunes, infeções crónicas ou inflamações, cicatrização de feridas e alguns tipos de cancro. No entanto, este modelo de destruição de neutrófilos é apenas parcialmente eficaz, visto que carece de especificidade e não possui um efeito duradouro.
Os investigadores deste estudo, identificaram a origem do problema e desenvolveram um modelo alternativo que resolve estes problemas.
Ao tentar reduzir os neutrófilos em ratos, a medula óssea dos animais produz novos neutrófilos, o que derrota todo o propósito do modelo. Os investigadores identificaram estes neutrófilos e determinaram que a razão pela qual sobrevivem é porque têm menos hipóteses de serem marcados pelos anticorpos.
Os cientistas desenvolveram uma estratégia de redução dupla de anticorpos que melhora a eliminação dos neutrófilos. O método aumenta a taxa de destruição dos anticorpos, resultando numa redução profunda, específica e duradoura do número de neutrófilos no sangue e nos tecidos.
Os investigadores concluem que este estudo pode ser útil para abordar a importância funcional dos neutrófilos em infeções agudas ou crónicas, em inflamações ou no cancro. Os investigadores afirmam ainda que os novos modelos de ratos transgénicos da infeção pelo SARS-CoV-2 podem ajudar a estabelecer uma relação causal entre este tipo de células imunitárias inatas e a COVID-19.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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