COVID-19: Vitamina B6 pode evitar tempestades de citocinas
Estudo publicado na revista “Frontiers in Nutrition”, 4 Março 2021
04 março 2021
Investigadores da Universidade de Hiroshima, Japão, mostraram que a vitamina B6 pode ter potencial como tratamento para diminuir as probabilidades de casos graves de infeção nos doentes COVID-19.
A investigação mostrou que a vitamina B6 tem um efeito protetor contra doenças crónicas, tais como doenças cardiovasculares e diabetes, suprimindo inflamações, inflamassomas, stress oxidativo, e stress carbonilo.
Os investigadores afirmaram que o SARS-CoV-2 pode causar lesões pulmonares letais e morte por síndrome de dificuldade respiratória aguda, sendo que a infeção viral provoca uma tempestade de citocinas que leva à inflamação das células endoteliais pulmonares capilares, infiltração de neutrófilos e ao aumento do stress oxidativo.
Os investigadores explicaram que a trombose e a tempestade de citocinas podem estar associadas à gravidade da COVID-19, tendo em conta que as tempestades de citocinas atacam as células saudáveis e os coágulos de sangue ligados à COVID-19 podem bloquear capilares, danificando órgãos vitais como o coração, pulmões, fígado, e rins.
A vitamina B6 é um nutriente antitrombose e anti-inflamatório, sendo que a carência desta vitamina está também associada a uma função imunológica mais baixa e a uma maior suscetibilidade a infeções virais, logo, esta foi considerada um bom possível tratamento para a diminuição da gravidade dos doentes COVID-19.
Os investigadores concluíram que no futuro pretendem também examinar se a vitamina B6 exerce proteção contra novos tipos de infeção por vírus e pneumonia, visto que atualmente há poucas informações sobre o papel protetor da mesma.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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