COVID-19: Teste de ADN identifica pneumonia em doentes graves

Descoberta publicada na revista “Critical Care”, 21 Janeiro 2021

21 janeiro 2021
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Investigadores da Universidade de Cambridge, Reino Unido, desenvolveram um teste para identificar rapidamente infeções secundárias em doentes com COVID-19, facilitando o tratamento mais rápido.
 
Em doentes com as formas mais graves de COVID-19, a ventilação mecânica é frequentemente a única forma de os manter vivos, contudo, estes doentes são suscetíveis a mais infeções por bactérias e fungos que podem adquirir enquanto estão hospitalizados.
 
Os investigadores explicaram que os doentes que necessitam de ventilação mecânica correm um risco significativo de desenvolver pneumonia secundária enquanto se encontram em cuidados intensivos. Estas infeções são frequentemente causadas por bactérias resistentes a antibióticos, e são difíceis de diagnosticar, necessitando de tratamento específico.
 
Os investigadores desenvolveram um teste de ADN simples para identificar rapidamente estas infeções e visar o tratamento antibiótico conforme necessário.
 
Normalmente, confirmar um diagnóstico de pneumonia é um desafio, uma vez que as amostras bacterianas dos doentes precisam de ser cultivadas em laboratório, o que consome muito tempo, no entanto, este novo teste adota uma abordagem alternativa, detetando o ADN de diferentes agentes patogénicos, o que permite testes mais rápidos e mais precisos.
 
A investigação fez com que o teste utilizasse a reação em cadeia da polimerase múltipla (PCR, na sigla em inglês) que deteta o ADN da bactéria e pode ser feito em cerca de quatro horas, não havendo necessidade de esperar que a bactéria cresça. 
 
Os investigadores explicaram que o teste pode realizar múltiplas PCR em paralelo, e pode detetar 52 agentes patogénicos que infetam frequentemente os pulmões dos doentes em cuidados 
 
Os investigadores concluíram ainda que, embora os doentes com COVID-19 fossem mais suscetíveis de desenvolver pneumonia secundária, as bactérias que causaram estas infeções eram semelhantes às dos doentes hospitalizados sem a doença, o que significa que protocolos antibióticos padrão podem ser aplicados a doentes com COVID-19.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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