COVID-19: Pandemia afetou a prática de exercício físico para melhorar a saúde mental
Descoberta publicada na revista “PLOS ONE”, 19 Abril 2021
19 abril 2021
Investigadores da Universidade McMaster, Canadá, sugeriram que a pandemia criou um paradoxo onde a saúde mental se tornou tanto um motivador como um obstáculo à atividade física.
Os investigadores analisaram mais de 1.600 participantes para compreenderem como e porquê que a saúde mental, a atividade física e o comportamento sedentário mudaram ao longo da pandemia de COVID-19.
Os investigadores verificaram que, apesar de o exercício ajudar a reduzir a ansiedade, muitos inquiridos sentiam-se demasiado ansiosos para fazer exercício. E, embora o exercício reduza a depressão, os inquiridos que estavam mais deprimidos estavam menos motivados para se tornarem ativos, sendo que a falta de motivação é um sintoma de depressão.
A investigação mostrou que os participantes relataram um maior stress psicológico e níveis moderados de ansiedade e depressão desencadeados pela pandemia. A atividade aeróbica diminuiu em cerca de 20 minutos por semana, o treino de força diminuiu em cerca de 30 minutos por semana e o tempo de sedentariedade aumentou em cerca de 30 minutos por dia.
Os investigadores comprovaram ainda que os participantes que relataram os maiores declínios na atividade física também tiveram os piores resultados na saúde mental.
Os investigadores sugeriram então alguns métodos para melhorar o desempenho da atividade física como, a adoção de uma mentalidade diferente, diminuição da intensidade de exercício se este tiver a causar ansiedade, redução do tempo de sedentariedade através de pausas em pé ou em movimento e o agendamento de treinos.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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