COVID-19: Jovens tiveram mais problemas de saúde mental devido à pandemia

Descoberta publicada na revista “The Lancet Regional Health”, 25 Janeiro 2021

25 janeiro 2021
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Investigadores da Universidade de Londres, Reino Unido, realizaram uma análise de quatro países para avaliarem a prevalência de problemas de saúde mental causados pela pandemia da COVID-19.
 
Os investigadores tiveram como objetivo destacar as semelhanças e diferenças mais significativas nos indicadores-chave de saúde mental entre quatro países da Europa e identificar os subgrupos da população com os piores resultados em termos de saúde mental durante os primeiros meses da pandemia.
 
A investigação analisou os dados de inquéritos a 205.084 indivíduos da Dinamarca, França, Holanda e Reino Unido para avaliar o impacto da pandemia e dos confinamentos associados. As análises incidiram sobre a fase inicial de confinamento, ou seja, de março a julho de 2020. 
 
Os investigadores verificaram que os principais resultados foram a solidão, ansiedade, preocupações e comportamentos de precaução relacionados com a COVID-19.
 
Os investigadores observaram que as preocupações relacionadas com a COVID-19 foram consistentemente elevadas em cada país, mas diminuíram durante as fases de reabertura gradual e que, enquanto apenas 7% dos inquiridos referiram níveis elevados de solidão na Holanda, as percentagens foram de 13 a 18% no resto dos três países. 
 
A investigação mostrou que nos quatro países, os indivíduos mais jovens e com antecedentes de doença mental expressaram os níveis mais elevados de solidão.
 
Os investigadores concluíram que os indivíduos mais jovens e com antecedentes de doenças mentais beneficiariam de intervenções adaptadas para prevenir ou contrariar os efeitos negativos da pandemia. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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