COVID-19: Jovens adultos são os mais afetados por stress e solidão

Comunicado da U.Minho, 2 Novembro 2020

02 dezembro 2020
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De acordo com um estudo com o nome de Collaborative Outcomes Study on Health and Functioning during Infection Times (COH-FIT), o stress e a solidão durante a pandemia afetaram mais os jovens adultos.
 
O inquérito foi enviado em três fases, sendo estas, durante a pandemia, seis meses depois e doze meses depois. No mesmo foram pedidos dados demográficos, de profissão, de saúde física e psicológica bem como o ambiente pessoal do participante, sendo toda a informação recolhida de forma anónima.
 
De acordo com uma publicação da Universidade do Minho (U.Minho), os dados da investigação revelaram que o agravamento do stress afetou um terço dos inquiridos, sendo estes resultados mais significativos entre os jovens adultos (36%).
 
A investigação verificou um aumento do tempo consumido nos meios de comunicação social, sendo este mais notório nos homens (81%). Os tempos livres dos participantes foram também maioritariamente ocupados com contactos sociais, exercício físico e pesquisa sobre a pandemia de COVID-19.
 
A maioria dos participantes referiu que de forma a lidarem com o stress, a ansiedade e a irritabilidade, estes recorriam por vezes ao contacto ou interação pessoal direta, ao exercício físico ou caminhadas, à navegação na internet e à procura de informação sobre a pandemia.
 
No entanto, os investigadores verificaram algumas diferenças na forma como os homens e as mulheres lidaram com estes sentimentos, sendo que os homens consideraram a intimidade física ou atividade sexual estratégias importantes, enquanto as mulheres preferiram a interação direta, a utilização da internet, as redes sociais e o trabalho como formas de combaterem o stress.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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