COVID-19: Falta de equipamentos de proteção durante o estado de emergência

Declarações da OM, 18 Setembro 2020

18 setembro 2020
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Mais de metade dos médicos inquiridos num estudo da Ordem dos Médicos (OM) revelaram não ter tido os equipamentos de proteção adequados para trabalhar durante o estado de emergência.
 
Segundo os dados preliminares do estudo a que a Lusa teve acesso, a proporção baixou para 31,7% após o final do estado de emergência, mas mesmo assim um em cada três médicos continuaram a reportar falhas da tutela na distribuição de materiais como máscaras, luvas ou fatos protetores.
 
Os equipamentos mais frequentemente reportados como estando em falta foram as máscaras FFP2 (42,4%) e os fatos protetores (33,1%), mas as máscaras cirúrgicas também enfrentaram situações de rutura, recorda a OM.
 
O estudo foi coordenado pela investigadora Filipa Duarte-Ramos, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, e teve como base um questionário eletrónico enviado a todos os médicos e respondido entre 21 de junho e 01 de julho. Cerca de 2.500 médicos de todo o país responderam ao questionário.
 
“A segurança dos profissionais de saúde, pelo impacto que tem na vida dos próprios, das suas famílias e, também, dos doentes, foi desde a primeira hora uma das preocupações da Ordem dos Médicos, que insistiu várias vezes com o Ministério da Saúde para que o stock fosse devidamente reforçado”, recorda a OM, em comunicado.
 
“Durante a pandemia, a Ordem aderiu e coordenou várias iniciativas que permitiram colmatar algumas falhas na distribuição de material de proteção a várias instituições”, lembra a OM.
 
A OM recorda ainda que “só no âmbito da conta solidária Todos Por Quem Cuida foram ajudadas mais de 1.000 instituições, desde centros de saúde, a hospitais, passando por lares, IPSS, bombeiros e forças de segurança”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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