COVID-19: Estudo revela perceções dos portugueses durante a pandemia

Publicação no sítio da DGS, 12 Março 2021

12 março 2021
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Uma investigação analisou mais de 120 mil comentários públicos de utilizadores de redes sociais em resposta a publicações sobre a COVID-19 publicadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e outros meios de comunicação.
 
A investigação foi realizada pela DGS, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a Ordem dos Psicólogos Portugueses e o ISPA-Instituto Universitário.
 
Segundo uma publicação no sítio da DGS, a investigação mostrou que, para compreender as oscilações nos comportamentos de prevenção e contágio durante a pandemia, é necessário compreender como diferentes pessoas em diferentes momentos avaliam e respondem às exigências colocadas pela pandemia.
 
Os investigadores verificaram que o nível de ameaça sentido pela população ao longo da pandemia refletiu a situação epidemiológica a cada momento, no entanto, estes também observaram que houve períodos em que isso não aconteceu, devido a incerteza ou desconfiança face à gravidade dos números de infeção comunicados. 
 
A investigação mostrou que o período durante a pandemia em que população portuguesa percecionou a ameaça como mais baixa coincidiu com os primeiros casos de COVID-19 confirmados no país e com o único dia em que o país registou zero óbitos.
 
Os investigadores verificaram ainda que no período de Natal também houve uma baixa perceção de ameaça, potencialmente devido aos encontros familiares, que conferiram uma sensação de segurança, assim como devido à fadiga pandémica, que influenciou a capacidade de os portugueses se manterem vigilantes.
 
A investigação mostrou ainda que o maior grau de ameaça foi registado em janeiro de 2021, quando Portugal passou pela fase epidemiológica mais grave desde o início da pandemia de COVID-19.
 
Os investigadores constataram que, nas exigências específicas expressadas pelos cidadãos, os indicadores de esforço foram sempre predominantes face ao perigo e incerteza existentes na situação, o que confirma que a atual crise de saúde se tornou crónica, predominando a denominada fadiga pandémica.
 
Os investigadores concluíram que os resultados podem indicar que após cada crise existe recuperação, o que serve também como alerta, dado que a repetição de vários ciclos de crise-recuperação pode levar a um incremento de fadiga pandémica e consequente maior tempo de recuperação após cada período de crise.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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