COVID-19: Crianças com asma não possuem um maior risco de infeção

Publicação no sítio da U.Porto, 25 Fevereiro 2021

25 fevereiro 2021
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Investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) da Universidade do Porto (U.Porto) comprovaram que a asma não parece constituir um fator de risco para COVID-19 em crianças.
 
Segundo uma publicação no sítio da U.Porto, investigações realizadas até agora têm vindo a comprovar que as crianças com asma e as que sofrem de atopia, ou seja, estão mais predispostas a alergias, não são mais afetadas pela COVID-19.
 
Os investigadores verificaram que a asma podia ser um fator protetor contra a COVID-19 devido ao papel dos eosinófilos, células implicadas na asma, nas vias aéreas e as propriedades antivirais e imunomoduladoras da medicação inalada.
 
A investigação mostrou que esta proteção contra o SARS-CoV-2 podia também ocorrer em crianças asmáticas com obesidade, apesar de a obesidade ser considerada um fator de risco para a infeção em várias faixas etárias.
 
No entanto, os investigadores afirmaram que, apesar de estas crianças não estarem realmente no grupo de maior risco e terem menos tendência de apresentar sintomas, estas continuam a transmitir o SARS-CoV-2, mesmo quando assintomáticas.
 
A publicação destacou que os especialistas defendem que é essencial a identificação de crianças assintomáticas através de medidas de rastreio de forma a ser possível controlar potenciais surtos, especialmente quando se fala na retoma do ensino presencial nas escolas.
 
Os investigadores concluíram que a vacinação das crianças contra o vírus será um passo crítico no combate à pandemia, não só para a proteção das mesmas, mas também para o desenvolvimento da imunidade de grupo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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