Cirurgia da obesidade aumenta sobrevivência em doentes após eventos cardíacos
Estudo publicado na revista “Circulation”, 6 Novembro 2020
06 novembro 2020
Investigadores do Instituto Karolinska, Suécia, estudaram o risco de enfartes do miocárdio e de morte precoce em doentes obesos que se submetem a cirurgia metabólica após um evento no miocárdio.
Os investigadores examinaram o risco de enfarte adicional do miocárdio e morte precoce em 1.018 pessoas com obesidade grave e uma história de enfarte que foram subsequentemente submetidas a um bypass ou manga gástrica.
Os investigadores explicaram que um bypass gástrico envolve desconectar grande parte do estômago e parte do intestino delgado, enquanto uma manga gástrica envolve remover a maior parte do estômago para deixar uma estrutura em forma de tubo que conduz os alimentos para os intestinos.
A investigação comparou o grupo de indivíduos que foram submetidos a cirurgia com pessoas do mesmo sexo, idade e índice de massa corporal, e que tinham sofrido um enfarte do miocárdio no mesmo ano, mas não foram submetidos a cirurgia metabólica.
Segundo a investigação, é pouco provável que a perda de peso seja a única razão para a correlação observada no estudo entre a cirurgia metabólica e um menor risco de eventos cardiopáticos, tais como o acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio ou morte prematura.
Os investigadores salientam que um estudo anterior mostrou que uma intervenção não-cirúrgica intensiva no estilo de vida de doentes com DT2 resultou numa perda de peso de 6%, mas não reduziu o risco de enfarte do miocárdio.
Os investigadores acreditam que a cirurgia metabólica tem um impacto positivo no fator de risco cardiometabólico, ou seja, condições fisiológicas que aumentam o risco de doença cardiovascular.
A investigação mostrou que muitos dos doentes analisados que foram submetidos a cirurgia metabólica tiveram uma remissão clínica de diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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