Células no cérebro podem aumentar o apetite, 17 Junho 2020
Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”
17 junho 2020
Investigadores da Universidade de Warwick, Reino Unido, descobriram que umas células cerebrais específicas, com o nome de tanicitos, aumentam o apetite quando estimuladas.
Os tanicitos são células do cérebro que comunicam ao cérebro os alimentos que comemos e detetam nutrientes. Estas são células da glia e fornecem sinais aos neurónios no cérebro para ativar o apetite.
Os investigadores descobriram que os tanicitos aumentam o apetite através da resposta aos aminoácidos encontrados nos alimentos, através dos mesmos recetores que sentem o sabor dos aminoácidos, que se encontram nas papilas gustativas da língua.
Ao conseguir que os tanicitos expressassem seletivamente um canal iónico sensível à luz, os investigadores conseguiram ativá-los e mostrar que isso faz com que os neurónios próximos se tornem ativos.
Durante a investigação, ao verificarem a identidade dos neurónios ativados, os investigadores descobriram que os tanicitos podiam atuar por duas vias diferentes envolvidas no controlo da alimentação.
Uma via está associada a uma maior necessidade de alimentação, enquanto a outra via está associada a uma menor necessidade de alimentação e a um maior gasto de energia. Deste modo, não seria claro qual destes dois percursos opostos seria o mais predominante.
Ao estudar como a estimulação dos tanicitos altera o comportamento alimentar, os investigadores mostraram que esta resultou num aumento a curto prazo do consumo alimentar, ou seja, a vontade de comer mais ultrapassou a vontade de comer menos e gastar mais energia.
Os investigadores concluem que estas células podem constituir novos alvos para ajudar a aumentar ou a reduzir o consumo de alimentos em novas terapêuticas.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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