Bactéria intestinal pode melhorar tratamento para o cancro do sangue
Descoberta publicada na revista “Journal of Clinical Investigation Insight”, 18 Fevereiro 2021
18 fevereiro 2021
Investigadores da Universidade de Carolina do Sul, Estados Unidos da América, descobriram que uma estirpe de bactérias pode ser capaz de reduzir a gravidade da doença enxerto versus hospedeiro (DEVH).
O transplante de medula óssea pode salvar a vida de doentes com cancros do sangue, no entanto, a DEVH é um efeito secundário potencialmente fatal e as opções de tratamento para a doença são limitadas.
Os investigadores utilizaram duas estirpes diferentes de ratos para estabelecer um modelo de DEVH aguda semelhante ao que ocorre nos seres humanos após o transplante de medula óssea.
A investigação mostrou que o transplante de microbioma fecal (TMF) reduziu significativamente a DEVH aguda e reduziu a proliferação de células T nos órgãos, responsáveis pelo desencadeamento da DEVH.
Os investigadores utilizaram então uma sequenciação genética para ver que estirpes de bactérias que mais diferiam entre o material fecal dos ratos DEVH que receberam TMF e os que não receberam o tratamento.
A investigação observou que os ratos com um nível elevado da bactéria B.fragilis que tiveram melhores resultados, sendo que só a presença de B.fragilis era tão boa ou até melhor do que um TMF.
Os investigadores verificaram que a administração de B.fragilis aumentou a diversidade microbiana intestinal, incluindo o aumento da quantidade de outras estirpes de bactérias benéficas. A DEVH foi reduzida neste modelo não só por bactérias vivas, mas também por bactérias que tinham sido mortas pela curta exposição a altas temperaturas.
Os investigadores concluíram, no entanto, que estes resultados têm de ser comprovados em humanos antes que um possível tratamento seja aplicado clinicamente.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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