Acompanhamento precoce da depressão materna é melhor para mães e filhos, 22 Junho 2020
Estudo publicado na revista “Journal of Paediatric and Perinatal Epidemiology”
22 junho 2020
Investigadores da Universidade de Queensland, Austrália, verificaram que os filhos de mães com depressão prolongada estão em maior risco de problemas comportamentais e de desenvolvimento.
Os investigadores analisaram os níveis de depressão em 892 mães e o desenvolvimento e comportamento de 978 crianças e compararam a depressão materna antes, durante e após a gravidez, constatando que a duração da depressão era mais influente do que o momento do tratamento.
Katrina Moss, líder da investigação, afirma que o estudo verificou que uma em cada cinco mulheres sofreu de depressão pelo menos uma vez, enquanto 11% sofreram de uma reincidência.
Os investigadores afirmam que, apesar de as mães acharem que tendo depressão durante a gravidez é tarde demais para fazer um tratamento eficaz, reduzir os sintomas depressivos em qualquer fase é melhor para elas e para os seus filhos.
Moss sugeriu que quanto mais cedo a depressão materna for detetada mais fácil é tratá-la, existindo também mais probabilidades de os resultados serem melhorados.
Os investigadores afirmam que o rastreio da depressão poderia começar quando os casais começassem a planear uma gravidez, e continuar durante o período perinatal e a primeira infância.
Os investigadores concluem que a depressão materna é um grande desafio para as mulheres, as famílias e as comunidades, e que é necessário cuidar melhor das mulheres nestes momentos-chave das suas vidas.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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