Exposição a antibióticos antes dos 2 anos associada a doenças crónicas

Descoberta publicada na revista “Mayo Clinic Proceedings”, 17 Novembro 2020

17 November 2020
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Investigadores da Universidade de Rutgers, Estados Unidos da América, mostraram que crianças menores de 2 anos que tomam antibióticos correm maior risco de terem doenças metabólicas e imunológicas.
 
A evolução das bactérias resistentes aos medicamentos é uma consequência não intencional do uso excessivo de antibióticos. A prevalência crescente de condições de saúde que começam na infância desencadeiam preocupações sobre as exposições a antibióticos durante períodos-chave do desenvolvimento devido ao seu impacto sobre o microbioma intestinal.
 
Os investigadores analisaram 14.572 crianças nascidas entre 2003 e 2011, 70% das quais receberam pelo menos uma prescrição de antibióticos durante os seus primeiros dois anos, principalmente para infeções respiratórias ou dos ouvidos.
 
O estudo confirmou a hipótese de que a composição do microbioma desempenha um papel crítico no desenvolvimento precoce da imunidade, metabolismo e comportamento.
 
O estudo concluiu que os antibióticos estavam associados a doenças metabólicas (obesidade e excesso de peso), doenças imunológicas (asma e alergias alimentares) e condições ou perturbações cognitivas (défice de atenção, hiperatividade e autismo), mas os efeitos variavam entre os diferentes antibióticos. 
 
Os investigadores verificaram que as cefalosporinas estavam associadas ao maior risco de múltiplas doenças, autismo e alergias alimentares.
 
Os investigadores também descobriram que o risco aumentou com maiores doses de antibióticos e quando estes foram administrados mais cedo na vida das crianças, especialmente nos primeiros 6 meses.
 
Os resultados do estudo provam que os médicos devem diminuir a frequência com que prescrevem antibióticos, especialmente para doenças ligeiras, pois estes podem ter consequências graves na saúde das crianças.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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