Diminuição de AVCs e morte em doentes com MAVs cerebrais sem intervenção, 26 Junho 2020
Descoberta publicada na revista “Lancet Neurology”
26 June 2020
Investigadores da Universidade de Montreal, Canadá, analisaram doentes com uma malformação arteriovenosa do cérebro (MAV) para verificarem os efeitos da não utilização de tratamentos invasivos.
Os investigadores afirmam que para evitar o risco de AVCs, os doentes são por vezes submetidos a intervenções para remover a malformação, no entanto, segundo o estudo, tratamentos invasivos, por neurocirurgia, neurorradiologia ou radioterapia, podem ser mais perigosos do que a própria doença.
Neste estudo, entre 2007 e 2013, foram recrutados 226 participantes adultos com uma idade média de 44 anos em 39 centros hospitalares localizados em nove países. Estes participantes foram seguidos entre 33 a 50 meses.
Os participantes, que nunca tinham tido um AVC e cuja malformação foi, por vezes, descoberta por acaso, foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo recebeu cuidados médicos padrão, enquanto o segundo recebeu cuidados padrão combinados com tratamentos invasivos (por neurocirurgia, neurorradiologia interventiva ou radioterapia).
O estudo verificou que o risco de ter um AVC ou de morte diminuiu em 68% quando os médicos não utilizaram tratamentos invasivos para tratar a MAV.
Os investigadores afirmam que o risco de os doentes terem um AVC ou morrerem é pelo menos três vezes menor sem tratamentos invasivos. Os resultados do estudo confirmam que a longo prazo, os cuidados médicos normais são mais benéficos para o doente do que qualquer intervenção invasiva.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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