Exercício como tratamento para disfunções cognitivas associadas à esclerose múltipla, 25 Junho 2020
Descoberta publicada na revista “Nature Reviews Neurology”
25 June 2020
Investigadores da Fundação Kessler, Estados Unidos da América, analisaram detalhadamente possíveis métodos de tratamento para a disfunção cognitiva causada pela esclerose múltipla (EM).
A disfunção cognitiva é um sintoma comum e incapacitante da EM, e afeta dois terços dos doentes, causando dificuldades na gestão financeira, no desempenho das tarefas domésticas e no funcionamento na comunidade e no local de trabalho.
O diagnóstico e a gestão das disfunções cognitivas nos doentes com EM continuam a ser inadequados, por isso os investigadores realizaram análises detalhadas de diferentes abordagens de tratamento para o sintoma, incluindo a reabilitação cognitiva, o exercício e a farmacoterapia.
John DeLuca, co-autor da investigação, sugere que a reabilitação cognitiva é eficaz na disfunção cognitiva relacionada com a EM e pode conferir efeitos duradouros, sendo provável que o acesso à terapia de reabilitação cognitiva aumente com o crescimento de opções remotas de tratamento.
A investigação também comprovou que praticar exercício melhora a função cognitiva e a mudança positiva na vida quotidiana das pessoas que vivem com EM.
Os investigadores apoiam a prática de exercício como o padrão de cuidados a prestar aos indivíduos com EM, e estimam que este possa ser implementado como padrão nos próximos dez anos. Estes destacam ainda que para se desenvolverem protocolos de tratamento, é necessário determinar a altura, a frequência e a duração do exercício praticado.
Os autores constataram ainda que as atuais abordagens farmacoterapêuticas foram de benefício limitado para os sintomas cognitivos da EM e que, até à data, nenhum dos medicamentos ou terapias modificadoras da doença disponíveis para a EM está indicado para o tratamento de disfunções cognitivas.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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