Horas de sono insuficientes associadas a aumento da raiva
Descoberta publicada na revista “SLEEP”, 8 Setembro 2020
08 setembro 2020
Pesquisadores da Academia Americana de Medicina do Sono, Estados Unidos da América, analisaram as alterações emocionais causadas por poucas horas de sono.
Os pesquisadores analisaram diários de 202 estudantes universitários, que acompanharam o seu sono, stress diário, e raiva durante um mês. Os resultados preliminares mostram que os indivíduos relataram ter experimentado mais raiva nos dias que se seguiram noites com poucas horas de sono.
A equipe de pesquisa analisou 147 participantes, sendo que estes foram designados aleatoriamente para manter o seu horário de sono regular ou para restringir o seu sono em casa para cerca de cinco horas ao longo de duas noites. Na sequência desta manipulação, a raiva foi avaliada durante a exposição a ruídos irritantes.
Os pesquisadores descobriram que indivíduos que dormiram horas suficientes adaptaram-se ao ruído e relataram menos raiva após dois dias. Em contraste, os indivíduos com restrições ao sono exibiram maior raiva em resposta ao ruído, sugerindo que a perda do sono prejudicou a adaptação emocional a situações frustrantes.
Os pesquisadores afirmam que os resultados deste estudo são importantes porque fornecem fortes provas causais de que a restrição do sono aumenta a raiva e aumenta a frustração com o tempo. Os resultados do estudo diário também sugerem que tais efeitos se traduzem na vida cotidiana, uma vez que os jovens adultos relataram mais raiva durante a tarde nos dias em que dormiram menos.
Os pesquisadores concluíram que os resultados do estudo salientam a importância de considerar reações emocionais específicas tais como a raiva e a sua regulação no contexto da perturbação do sono.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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