Distúrbios do sono alteram pressão arterial e o microbioma intestinal
Estudo publicado na revista “Physiological Genomics”, 11 Setembro 2020
11 setembro 2020
Investigadores da Universidade de Illinois em Chicago, Estados Unidos da América, encontraram associações entre a perturbação do sono, pressão arterial elevada e alterações no microbioma intestinal.
A investigação procurou determinar se um período de 28 dias de sono perturbado alterava o microbioma em ratos, procurando também identificar características biológicas associadas a alterações negativas da pressão arterial.
Os investigadores utilizaram transmissores de telemetria para medirem a atividade cerebral dos ratos, a pressão sanguínea e o ritmo cardíaco. A matéria fecal também foi analisada para examinar as alterações no conteúdo microbiano.
O estudo verificou que quando os ratos tinham um horário de sono anormal, desenvolveu-se um aumento da pressão sanguínea, sendo que a pressão sanguínea permaneceu elevada mesmo quando estes podiam voltar ao horário normal. Isto sugere que o sono disfuncional prejudica o corpo durante um período de tempo prolongado.
Os investigadores também descobriram que as alterações do microbioma intestinal não aconteceram imediatamente, levando uma semana para mostrar respostas desfavoráveis tais como um desequilíbrio entre diferentes tipos de bactérias, incluindo um aumento de micróbios associados a inflamação.
Os investigadores afirmam que no futuro irão ver exatamente como as características do sono são alteradas e durante quanto tempo é que a pressão sanguínea e as alterações do microbioma intestinal persistem. Os investigadores determinarão então como esta informação se traduz para o ser humano.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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