Descoberto novo método de tratamento para bactérias resistentes a antibióticos

Descoberta publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, 19 Novembro 2020

19 novembro 2020
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Pesquisadores dos Estados Unidos da América, descobriram que um vírus pode impedir que as bactérias partilhem genes de resistência aos antibióticos entre si.
 
Os vírus que infectam e destroem bactérias são chamados bacteriófagos, ou fagos, e estão presentes no intestino humano. Nesta pesquisa foram encontradas utilizações promissoras destes no combate a infecções bacterianas resistentes a antibióticos.
 
Os pesquisadores afirmaram que alguns fagos infectam apenas bactérias cuja superfície contém estruturas cilíndricas chamadas pili, que permitem as bactérias transferir genes para características vantajosas, tais como a resistência aos medicamentos, e aumentar a capacidade das bactérias de se moverem e atacarem as células hospedeiras. 
 
Devido a ligação dos pili a virulência bacteriana, os pesquisadores pensaram na possibilidade de criarem medicamentos para inativar esta característica. 
 
Os pesquisadores primeiro utilizaram um microscópio de fluorescência para se aprofundar na forma como um fago, MS2, entra numa célula de E. coli. Os pesquisadores criaram os fagos MS2 que se tornavam fluorescentes e eram infecciosos e estáveis. Os fagos fixam-se aos pili em células de E.coli, tornando assim os pili visíveis.
 
A pesquisa mostrou que depois de um fago se anexar a um pili, este retrai-se, trazendo o fago para a superfície da célula bacteriana. O pili rompe-se então atrás do fago e, enquanto a E.coli saudável reabastece o pili danificado, as células infectadas por MS2 não o fazem. Desta forma, outros fagos são impedidos de infectar a mesma célula.
 
Os pesquisadores concluíram que a utilização de fagos para diminuir a virulência bacteriana pode dar tempo ao sistema imunitário para combater uma infecção, podendo esta ser uma terapia mais ligeira do que as que existem atualmente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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