COVID-19: Testes serológicos devem ser "usados com moderação", 12 Junho 2020
Declarações do secretário de Estado da Saúde
12 junho 2020
O secretário de Estado da Saúde afirmou que os testes serológicos para detecção de anticorpos à COVID-19 devem ser usados com “moderação e em condições controladas” e feitos em termos de grupo.
Um jornal português noticia que há mais de 50 marcas de testes serológicos rápidos registrados na Autoridade do Medicamento (Infarmed), que diz ao jornal que estes testes estão a levantar preocupação dada a “disseminação da sua comercialização” e porque a sua utilização “é tão simples, que muitas vezes são incorretamente disponibilizados a leigos”.
Questionado na conferência de imprensa diária, a que a Lusa tem acesso, o secretário de Estado da Saúde afirmou que os testes serológicos “devem ser feitos de forma organizada e não de uma forma aleatória” e em termos de grupo e de comunidade para se poder verificar o grau de imunização da população à COVID-19.
Advertiu ainda que feitos de uma forma individualizada podem dar à pessoa “uma falsa sensação de segurança”.
“A importância deste tipo de testes em termos de saúde pública é muito alta, mas feito de uma forma individual é relativamente baixo”, disse Antônio Lacerda Sales, reiterando que para efeitos de vigilância epidemiológica e de saúde pública deve ser feito em termos de grupo.
Segundo o jornal, nas últimas semanas têm-se multiplicado em Portugal a oferta de testes serológicos que servem para perceber se uma pessoa já teve contacto com o SARS-CoV-2, e desenvolveu anticorpos produzidos pelo sistema imunitário.
Estes testes não são comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, ao contrário dos testes moleculares para detectar a presença dos vírus.
Os preços oscilam entre 25 e 50 euros e a procura tem sido muita. A oferta está a multiplicar-se, havendo já mais de 50 marcas de testes serológicos rápidos diferentes com certificação CE registradas na Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, refere o jornal.
“Contudo, este registro não constitui qualquer autorização ou validação por parte do Infarmed”, esclareceu o regulador ao Público.
O seu “resultado isolado não pode excluir a possibilidade de infecção” pelo SARS-CoV-2 e o desempenho dos diferentes testes no mercado ainda está a ser “alvo de discussão”, refere o Infarmed.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Classificar

Comentário



