World Trade Center libertou gases tóxicos durante semanas

Casa Branca ocultou dados sobre a qualidade do ar

10 setembro 2003
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Parentes e amigos das vítimas dos ataques de 11 de Setembro às as torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, marcharam hoje até ao local do atentado para lembrar os seus entes queridos, dois anos depois do ataque terrorista que vitimou centenas de pessoas.
 

 

E, dois anos após os ataques que mudaram o curso da história mundial, uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia divulgou resultados de um estudo sobre os gases tóxicos decorrentes do atentado.
 

 

As ruínas do World Trade Center libertaram gases tóxicos comparados aos de uma «fábrica de produtos químicos» durante seis semanas depois dos ataques, asseguraram os investigadores.
 

 

E estes gases tóxicos de metais, ácidos e produtos orgânicos podem ter sido inalados pelos operários deslocados para as obras no local dos ataques, acrescenta o estudo divulgado esta semana durante um encontro da Sociedade Americana de Química.
 

 

Thomas Cahill, um dos autores do estudo, afirmou que as condições do ar seriam «brutais» para os operários que trabalhassem no local sem protecção, e apenas um pouco melhores para os que trabalhassem e morassem nos prédios próximos.
 

 

O monte de destroços funcionou como uma fábrica de produtos químicos que «cozinhou» várias substâncias juntas. Os prédios e o que estava dentro deles e um número enorme de computadores fez a mistura explosiva que foi propagada pelo ar durante, pelo menos, seis semanas.
 

 

Este estudo que agora chega a público parece esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto. Na altura dos atentados, o governo norte-americano assegurou que a qualidade do ar na área era boa. Mas, em Agosto deste ano, um relatório interno elaborado por Nikki Tinsley, inspector-geral da Agência de Protecção do Meio Ambiente, afirmou que o governo federal pressionou o órgão a dar declarações precipitadas sobre a qualidade do ar.
 

 

A Casa Branca convenceu a agência a adicionar declarações tranquilizadoras e a minimizar as declarações de advertência. Entre as informações sonegadas estava uma sobre os riscos em potencial para a saúde de se respirar amianto, chumbo e vidro pulverizados, afirmou o relatório.
 

 

Segundo o estudo recente, depois de as torres gémeas terem desabado, toneladas de vidro, móveis, carpetes, material isolante, computadores e papel queimaram até 19 de Dezembro de 2001.
 

 

Além dos problemas respiratórios que poderão vir a aparecer, os ataques terroristas provocaram uma onda de ansiedade crescente entre os nova-iorquinos, aumentando a procura de ajuda psiquiátrica, bem como o uso de tranquilizantes e anti-depressivos.
 

 

Os ataques de 11 de Setembro de 2001 a Nova Iorque atingiu o mundo de surpresa. Para os norte-americanos, que viveram de perto a catástrofe, este é o facto mais importante dos últimos 75 anos, revela um estudo recente. Mais que o ataque japonês Pearl Harbor, que levou os EUA à Segunda Guerra Mundial.
 

 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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