Voz dos portugueses encontra-se de boa saúde

Especialistas aconselham a estar sempre atento

15 abril 2011
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Apesar de a voz dos portugueses se encontrar de boa saúde, os cuidados da saúde vocal melhoraram e os problemas são detectados mais cedo. Contudo, os médicos aconselham que é preciso estar-se atento.
 

O Director do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Garcia de Orta (HGO), Luís Antunes, lembra, a propósito do Dia Mundial da Voz que se assinala amanhã, que “a patologia vocal é muito prevalente na população portuguesa”.
 

“Estima-se que 10 a 20% da população portuguesa tenha ou já tenha tido problemas de voz”, anunciou o médico em declarações à agência Lusa. Ainda que sejam “principalmente problemas inflamatórios, associados a mau uso vocal, e que os problemas oncológicos abranjam apenas uma pequena franja da população, a prevenção é fundamental”.
 

O médico explicou que os progressos da ciência e a sensibilização dos utentes para os problemas da voz resultam em menos casos graves e em maiores taxas de sucesso: “Os diagnósticos são feitos cada vez mais precocemente. Por isso, aquilo que é o estigma do cancro na laringe, a laringectomia, o ‘buraquinho no pescoço para respirar’, é cada vez menos realizado”, informou.
 

“[Com um diagnóstico atempado] acabamos por poder tratar estes doentes com métodos e cirurgias mais conservadores, que lhes permitem continuar a falar pelos seus meios naturais e não com meios artificiais”, acrescentou.
 

Em situações detectadas mais tardiamente acontece por vezes que os doentes “ficam a respirar por uma via alternativa”. Nesses casos, “sofrem uma alteração do dia para a noite da sua vida pessoal, profissional, afectiva”. E as mudanças, garantiu o médico, são um problema que não é só do doente. É um problema da família toda”.
 

Por isso, o médico salienta os factores de risco, que podem ser profissionais, em situações de poluição ou suspensão de partículas, mas que são, “habitualmente”, fruto de uma combinação fatal: “O que se sabe é que o tabaco associado ao álcool tem uma probabilidade significativa de causar o aparecimento de lesões faríngeas ou laríngeas”, afirmou.
 

Luís Antunes chama ainda a atenção para a necessidade de se apostar na prevenção: “É preciso que as pessoas procurem o médico sempre que uma rouquidão que surja intermitentemente, sem estar associada a nenhuma constipação, dure há mais de sete dias”, alertou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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