Viver sozinho pode encurtar a vida

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

21 junho 2012
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Viver sozinho está associado a um risco aumentado de mortalidade e de morte por doenças cardiovasculares, revelou um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

O estudo foi conduzido por Jacob A. Udell e colegas do Brigham and Women’s Hospital, pertencente à Harvard Medical School, em Boston, EUA. Para determinar se o facto de se viver sozinho estava associado a um maior índice de mortalidade e com um risco cardiovascular acrescido, os investigadores contaram com 44.573 participantes do Registo REACH - Reduction of Atherothrombosis for Continued Health (Redução da aterotrombose para manutenção da saúde). Do total de participantes, 8.594, ou seja, 19%, viviam sozinhos.

 

Os resultados da investigação revelaram que quem vive sozinho apresenta um índice de mortalidade a quatro anos superior (14,1%) comparativamente com quem vive acompanhado (11,1%). Da mesma forma, o estudo demonstrou que a incidência de mortalidade devido a doenças cardiovasculares era mais elevada em quem vive sozinho (8,6% comparado com 6,8% de quem não vive sozinho).

 

Relativamente ao fator idade, os pacientes com idades compreendidas entre os 45 e os 65 anos e que viviam sozinhos apresentavam um índice percentual de mortalidade mais elevado (7,7%) do quem aqueles que viviam acompanhados (5,7%). O mesmo se verificou com a faixa etária dos 66 aos 80 anos (13,2% e 12,3%, respetivamente). No entanto, nos pacientes de idade superior a 80 anos, não se associou o fato de se viver sozinho com um risco acrescido de mortalidade, quando comparado com quem vivia acompanhado (24,6% e 28,4%, respetivamente).

 

Os investigadores concluíram que o isolamento social poderá estar associado à degradação do estado de saúde. De uma perspetiva epidemiológica, o isolamento social poderá alterar o stress emocional por mediação neuro hormonal, influenciar comportamentos relativamente à saúde, bem como afetar o acesso a cuidados de saúde. Tudo isto poderá conduzir a riscos de origem cardiovascular.

 

Os autores do estudo defendem que “o facto de se viver sozinho foi associado a um maior risco de mortalidade e a morte por doença cardiovascular, num grupo internacional de participantes, constituído de pacientes estáveis de consulta externa de meia-idade, com ou em risco de sofrer de aterotrombose. (…) Quando afetados por uma doença cardiovascular, os indivíduos mais jovens que vivem sozinhos poderão apresentar um quadro menos favorável, comparativamente a indivíduos mais velhos” referem os cientistas. No entanto, os autores deste estudo chamam a atenção para o fato de estes resultados necessitarem de confirmação em estudos posteriores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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