Viver mais tempo custa 15 milhões de euros em próteses por ano

Congresso nacional de Ortopedia e Traumatologia arranca amanhã

28 outubro 2008
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Um dos custos do aumento da esperança de vida em Portugal é a factura da colocação de próteses por doença articular degenerativa, que ascende a 15 milhões de euros por ano e tem uma lista de espera significativa.
 

 

Jacinto Monteiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), organização que inicia o seu congresso nacional amanhã, quarta-feira, disse à Lusa que este é um custo que a saúde paga para as pessoas viverem cada vez mais. “As pessoas vivem mais, gastam-se mais e gastam mais as articulações”, explicou à agência Lusa o ortopedista.
 

 

O resultado é um consumo cada vez maior de próteses, nomeadamente as relacionadas com a doença articular degenerativa para a anca, joelho e coluna. A procura aumenta a partir dos 65 anos e existe uma lista de espera “significativa”, disse.
 

 

De acordo com Jacinto Monteiro, a área ortopédica “contribui muito” para o aumento da despesa com os cuidados de saúde. “Mais dez anos de longevidade traduzem-se em mais de 30% de consumo de cuidados de saúde”, o que “põe em causa qualquer orçamento”, disse.
 

 

Anualmente, adiantou, são colocadas cerca de 10 mil próteses de anca e joelho, o que se traduz numa despesa de 15 milhões de euros por ano. Ressalvando que existem vários tipos de próteses, o presidente da SPOT adianta que estas custam em média 1.500 euros.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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