Viver em permanente stress engorda
08 janeiro 2002
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É do senso comum que o stress faz mal à saúde. Mas as implicações desta doença típica dos países desenvolvidos podem ser múltiplos e nefastos para o organismo.
 

 

Um estudo recente efectuado por cientistas suecos refere que longos períodos de exposição ao stress podem conduzir a uma concentração de gordura à volta do abdómen, aumentando os riscos de diabetes e problemas cardíacos.
 

 

No entanto, não nos podemos esquecer que o sistema de stress nem sempre é nefasto para o organismo e possui explicações científicas. "O corpo humano desenvolveu-se para lidar com breves períodos de stress do homem da idade da pedra, que se preparava para lutar ou fugir. No mundo civilizado de hoje, o stress é diferente. As pessoas não podem espancar o chefe ou fugir de todas as situações", disse o médico Thomas Ljung, que chefiou o trabalho.
 

E continua: "O stress positivo, uma rápida descarga de adrenalina, é bom para o organismo. Mas o stress vivido por períodos extensos pode levar a sérios problemas de saúde", disse Ljung.
 

 

Apesar dos inúmeros estudos sobre o assunto, este trabalho de Ljung traz algo de novo. A equipa descobriu que um organismo sob stress produz em excesso uma hormona que estimula a enzima responsável pela acumulação de gordura. Essa enzima é mais facilmente absorvida pelo abdómen do que por outras partes do corpo, segundo o estudo.
 

 

Após um longo período de stress, a quantidade de hormona é reduzida, mas a gordura permanece, particularmente na barriga do homem moderno, que precisa de menos esforço físico para sobreviver do que os seus ancestrais.
 

 

Apesar das barriguinhas serem normalmente associadas a homens de meia-idade, um número surpreendentemente grande de mulheres também tem uma quantidade desproporcional de gordura em torno da cintura, afirmou o investigador
 

 

O estudo, publicado na segunda-feira, avaliou 50 homens obesos, de meia idade, e foi realizada pelo Hospital Universitário de Gotemburgo, na Suécia.
 

 

Estima-se que um quinto da população ocidental sofra de diabetes ou de doenças cardiovasculares.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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