Vítimas de violência doméstica: apoio psicológico é deficiente

Estudo Europeu

28 março 2013
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Os serviços de apoio psicológico a mulheres vítimas de violência doméstica não são suficientemente divulgados e os próprios Estados não compreendem o impacto da intervenção, revela um estudo europeu.
 

A constatação foi feita no projeto “Comparação Europeia: Aconselhamento de vítimas de violência doméstica”, financiado pela iniciativa europeia Dafne e resultado de uma parceria transnacional entre o Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS) e as Universidades de Wolverhampton (Reino Unido) e Osnabrück (Alemanha).
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o projeto teve como principais objetivos conhecer as perceções dos terapeutas e de mulheres vítimas que passaram por um processo terapêutico, sobre as principais características e resultados desse acompanhamento, bem como e apreender o impacto das condições de financiamento nos serviços de intervenção psicológica para as vítimas.
 

Os resultados provisórios mostram que “parece existir uma lacuna ao nível da divulgação dos serviços existentes” de apoio psicológico, o que “pode configurar como barreira ao acesso por parte das mulheres”.
 

“A par dessa lacuna, evidenciou-se uma relativa ausência de compreensão por parte de potenciais financiadores, e mesmo dos Estados, sobre os impactos que esta intervenção pode ter a nível individual e a sua repercussão social”, refere o estudo.
 

Na opinião dos investigadores, esta ausência de financiamento faz com que estes serviços funcionem de forma deficiente, “o que muitas vezes impede a realização da intervenção com a qualidade e o rigor que a mesma exige”.
 

Para os autores do estudo, a dificuldade em encontrar investimento nesta área está associada ao facto de os resultados positivos da intervenção psicológica nas mulheres vítimas de violência doméstica não serem suficientemente conhecidos e divulgados.
 

O projeto defende, por outro lado, que haja uma intervenção junto das crianças. Os terapeutas que estiveram envolvidos no estudo reconhecem, simultaneamente, a necessidade de investir na autonomia das mulheres, “construindo, para o efeito, uma intervenção que respeite integralmente as necessidades das mulheres e lhes devolva a noção de controlo sobre as suas vidas”.
 

As mulheres entrevistadas no decorrer da investigação defenderam que é importante existir um profissional que as possa ouvir e que saiba respeitar a realidade de cada vítima.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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