Vitamina E pode desacelerar declínio funcional em doentes com Alzheimer

Estudo publicado no “JAMA”

06 janeiro 2014
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A vitamina E pode ajudar a diminuir a progressão do declínio funcional (problemas com atividades do dia-a-dia, tais como, fazer compras, preparar refeições, viajar, entre outras) experienciado por doentes com Alzheimer de grau leve ou moderado, aliviando, desta forma, a carga dos prestadores de cuidados, sugere um estudo publicado pelo “Journal of the American Medical Association” (JAMA).

 

A vitamina E é constituída por um grupo de oito compostos (tocoferóis e tocotrienóis), sendo o mais comum o alfa-tocoferol. Esta vitamina encontra-se em alimentos como carnes magras, alface, laticínios, óleo de amendoim, gema de ovo, hortaliças de folhas verdes, embora também possa ser encontrada na forma de suplemento alimentar.

 

Estudos anteriores demonstraram que a vitamina E apresenta efeitos positivos em pacientes com Alzheimer moderadamente severa. Contudo, até ao momento, havia poucas evidências de que o mesmo ocorresse em pacientes de Alzheimer nos estados leve e moderado.

 

Investigadores do Icahn School of Medicine at Mount Sinai em conjunto com Veteran Administration Medical Centers, nos EUA, avaliaram 613 pacientes com a forma leve e moderada da doença, que estavam a tomar inibidores da acetilcolinesterase, entre agosto de 2007 e setembro de 2012 num ensaio clínico randomizado.

 

Os participantes foram divididos em diferentes grupos que receberam uma dose de 2.000 unidades internacionais (UI) por dia de alfa-tocoferol (vitamina E), 20 mg de memantina (fármaco utilizado no tratamento de Alzheimer), uma combinação de ambos ou um placebo.

 

As alterações em termos de declínio funcional foram monitorizadas através da escala Alzheimer's Disease Cooperative Study/Activities of Daily Living (ADCS-ADL) e os pacientes foram acompanhados em média durante cerca de dois anos.

 

Os resultados revelaram que os pacientes que tomaram vitamina E apresentaram uma diminuição de 19% ao ano da evolução clínica da doença, o que se traduz num atraso em cerca de seis meses do declínio funcional, em comparação com o grupo do placebo. Isto teve como consequência um menor crescimento no tempo despendido pelos prestadores de cuidados no apoio aos doentes em atividades funcionais. Não se detetaram diferenças significativas nos grupos que receberam apenas memantina ou a combinação de memantina e alfa-tocoferol.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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