Vitamina E em dose elevada pode ser perigosa

Anti-oxidantes só devem ser ingeridos na comida

12 novembro 2004
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O consumo de vitamina E, recomendado por alguns médicos para reduzir riscos cardiovasculares, pode ser perigosa em doses elevadas, adverte um estudo norte-americano divulgado esta semana. «Um aumento das doses de vitamina E está ligado a um aumento da frequência das mortes em geral», afirmou Edgard Miller, professor da Faculdade de Medicina da Universidade John Hopkins, de Baltimore (Maryland), responsável pelo trabalho.Os resultados da investigação, baseada na análise de 19 estudos realizados entre 1993 e 2004 junto de 136 mil pessoas, mostraram que quem absorveu diariamente pelo menos 400 unidades internacionais de vitamina E (0,0050 miligramas) aumentou em 10 por cento o risco de morte, em comparação com quem não tomou.Os cientistas envolvidos no trabalho, hoje divulgado pelos Anais de Medicina Interna, concluíram não haver risco para quem toma até 200 unidades internacionais por dia, sublinhou Miller.Mas a maioria das pessoas que tomam regularmente vitamina E absorve na maioria dos casos entre 400 e 800 unidades internacionais por dia, afirmou.Acrescentou que alguns médicos contribuem para a confusão sobre as vantagens da vitamina E ao recomendarem o seu consumo aos pacientes como suplemento alimentar para reduzir os riscos cardiovasculares ou de certos cancros, apoiando-se num número limitado de estudos.A ideia de que os anti-oxidantes como a vitamina E podem evitar problemas cardíacos baseou-se em parte em estudos que indicaram que protegia as artérias do coração ao bloquearem os efeitos nocivos do oxigénio. Outros estudos mostraram que as pessoas saudáveis que consomem alimentos ricos em vitaminas têm menos problemas cardíacos.Porém, os peritos dizem que os anti-oxidantes parecem ser benéficos apenas na comida e que as pessoas que comem alimentos ricos em vitaminas correm menos riscos de problemas cardíacos por terem mais cuidado com a saúde em geral. «Na nossa alimentação absorvemos diariamente entre 6 e 10 unidades internacionais de vitamina E», indicou Edgard Miller.Os resultados deste estudo foram apresentados na quarta-feira num Congresso da Associação americana de Cardiologia, em Nova Orleães, Louisiana.Fonte: Lusa

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