Vitamina E ajuda a tratar fígado gordo

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

03 maio 2010
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A vitamina E pode ser eficaz no tratamento de pacientes com esteatose hepática não-alcóolica (também conhecida por fígado gordo) caso estes não apresentem diabetes activa, refere um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.

 

No estudo, liderado por Arun J. Sanyal, University of Virginia, nos EUA, foi comparado o impacto da vitamina E com um placebo. Paralelamente, os cientistas realizaram uma avaliação do uso de pioglitazona (um fármaco para a diabetes) e estabeleceram também uma comparação com o efeito de um placebo.

 

Vários estudos têm demonstrado que a resistência à insulina é um aspecto importante da doença, ainda que o stress oxidativo também desempenhe um papel importante nesta patologia. Estas foram as razões que levaram os cientistas a estudar tanto o antidiabético pioglitazona quanto a vitamina E, que é um antioxidante.

 

No estudo, realizado ao longo de 96 semanas, participaram 247 adultos portadores de esteatose hepática não-alcóolica mas sem diabetes. Alguns pacientes tomaram diariamente 30 mg do antidiabético, outros, 800 unidades internacionais (UI) de vitamina E e os restantes, um placebo. O estudo demonstrou que quase 43% das pessoas que tomaram uma dose diária de vitamina E apresentaram melhorias no que diz respeito aos marcadores da doença − como a inflamação –, quando comparadas com 19% dos que receberam placebo. Do mesmo modo, foram observadas melhorias em 34% dos que receberam o antidiabético, enquanto 19% dos que receberam um placebo não apresentaram melhorias tão significativas estatisticamente.

 

De facto, refere o estudo, o pioglitazona poderia ser um tratamento viável para algumas pessoas com fígado gordo, se outros estudos não tivessem já demonstrado que este fármaco está associado a um aumento significativo de peso, algo que se voltou a verificar nesta investigação.

 

Quanto aos efeitos secundários, ainda que não se tenham verificado na toma de vitamina E, os cientistas avisam que são necessários mais estudos para atestar a sua eficácia no tratamento da doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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