Vitamina D3 pode proteger e reparar danos cardiovasculares

Estudo publicado na “International Journal of Nanomedicine”

02 fevereiro 2018
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A vitamina D3 poderá ajudar na reparação de danos no sistema cardiovascular, causados por doenças como diabetes, aterosclerose e hipertensão, indicou um estudo. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Ohio, EUA, demonstrou que a vitamina D3, que é naturalmente produzida pelo organismo quando a pele é exposta ao sol, pode igualmente oferecer proteção contra o acidente vascular cerebral (AVC).
 
“Geralmente, a vitamina D3 é associada aos ossos. No entanto, nos últimos anos, em ambientes clínicos, tem-se reconhecido que muitos pacientes que têm um ataque cardíaco terão uma deficiência de vitamina D3. Não quer dizer que a deficiência causou o ataque cardíaco, mas terá aumentado o risco de ataque cardíaco”, esclareceu Tadeusz Malinski, investigador neste estudo.
 
Para o estudo, a equipa usou nanosensores cerca de 1.000 vezes mais pequenos em diâmetro do que um cabelo humano, para observarem os impactos da vitamina D3 em células endoteliais isoladas, que são um componente regulador essencial do sistema cardiovascular.
 
Descobriu-se que a vitamina D3 constitui um poderoso estimulador do óxido nítrico, que é uma das moléculas sinalizadoras principais na regulação do fluxo sanguíneo e na prevenção da formação de coágulos na vasculatura do coração. A vitamina D3 também reduz significativamente o nível de stress oxidativo no sistema cardiovascular.
 
A equipa observou ainda que estes estudos demonstram que o tratamento com a vitamina D3 consegue reparar, de forma significativa, os danos causados ao sistema cardiovascular devido a várias doenças, como as supracitadas e ainda reduzir o risco de ataque cardíaco.
 
“Não há muitos, se os há, sistemas conhecidos que possam ser usados para reparar as células endoteliais cardiovasculares já danificadas e a vitamina D3 pode fazê-lo”, avançou Tadeusz Malinski. “Esta é uma solução muito económica para reparar o sistema cardiovascular. Não temos que desenvolver um novo fármaco. Já o temos”, rematou.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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