Vitamina D trava progressão do cancro

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

30 novembro 2012
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Investigadores canadianos identificaram os potenciais efeitos anti-cancerígenos da vitamina D, sugere um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.


Apesar da vitamina D poder ser obtida a partir de fontes alimentares limitadas e diretamente da exposição solar durante os meses de primavera e verão, a combinação de um baixo consumo de alimentos ricos nesta vitamina e baixa exposição solar tem conduzido a deficiências da vitamina D em várias populações do mundo inteiro.


Estudos anteriores já tinham indicado que a vitamina D tem vários efeitos fisiológicos e que há uma associação entre níveis baixos desta vitamina e uma maior incidência do número de cancros. Esta associação é particularmente relevante para os cancros do aparelho digestivo, incluindo o cancro do cólon e certas formas de leucemia.


Já há vários anos que os investigadores da McGill University, no Canadá, se dedicam ao estudo dos mecanismos moleculares da vitamina D em células tumorais humanas, particularmente na prevenção da sua proliferação. Neste estudo os investigadores, liderados por John White and David Goltzman, verificaram que esta vitamina controla a taxa de produção e de degradação de uma proteína, a cMYC, que está envolvida na divisão celular e que está ativa em elevados níveis em mais de 50% dos cancros. Foi ainda constatado que a vitamina D estimula a produção natural de um antagonista da cMYC conhecido por MXD1, o qual bloqueia a função desta proteína.


Os investigadores aplicaram também vitamina D à pele de ratinhos e constataram que houve uma diminuição dos níveis de cMYC e consequentemente das suas funções. Adicionalmente foi observado que os animais que não apresentavam o recetor específico para a vitamina D tinham níveis elevados de cMYC em vários tecidos, incluindo pele e cólon.


Os autores do estudo revelaram que estes resultados mostram que a vitamina D afeta as funções da cMYC, o que sugere que poderá abrandar a progressão das células de um estado pré-maligno para maligno e manter a sua proliferação controlada.


“Esperamos que o nosso estudo encoraje as pessoas a manter níveis de vitamina D adequados e que estimule o desenvolvimento de ensaios quimiopreventivos para testar os efeitos desta vitamina”, conclui, John White.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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