Vitamina D: suplementos são necessários após primeiro ano de vida?

Estudo publicado no “American Journal of Public Health”

23 fevereiro 2016
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As crianças que são amamentadas após o primeiro ano de vida devem tomar suplementos de vitamina D para impedir o desenvolvimento de problemas de saúde, como o raquitismo, sugere um estudo publicado no “American Journal of Public Health”.


Os investigadores do Hospital St. Michael, no Canadá, sugerem que esta medida também seja aplicada a crianças que, para além de serem amamentadas, também já ingerem sólidos. Isto é especialmente importante para as crianças do Canadá e outros países do norte, onde há uma menor exposição aos raios ultravioletas, que o organismo utiliza para produzir vitamina D.


Apesar de o leite materno conter muitos dos nutrientes essenciais para o crescimento, não fornece quantidades adequadas de vitamina D. O aleitamento materno exclusivo no primeiro ano de vida, sem suplementos de vitamina D, é um fator de risco conhecido para o raquitismo, uma doença que conduz ao enfraquecimento dos ossos.


Desta forma, a Sociedade de Pediatria do Canadá e a Academia Americana de Pediatria recomendam as crianças amamentadas a tomarem diariamente um suplementado com 400 unidades internacionais de vitamina D durante o primeiro ano de vida.
 

Contudo, ainda pouco se sabe sobre a relação entre o tempo total em que uma criança é amamentada e a vitamina D. Um número crescente de crianças é amamentada após o primeiro ano de vida para além de ingerirem sólidos. Na verdade a Organização Mundial de Saúde recomenda a amamentação até dois anos ou mais.


Para o estudo, os investigadores mediram os níveis de vitamina D em 2.500 crianças com idades compreendidas entre os um e cinco anos que estavam a participar num programa denominado “TARGet Kids”. Este programa acompanhou as crianças desde o nascimento com o objetivo de compreender e prevenir problemas de nutrição comuns nos primeiros anos e para minimizar o seu impacto na saúde mais tarde na vida.


O estudo apurou que o risco de as crianças ficarem com níveis de vitamina D deficientes aumentou seis por cento por cada mês que a criança era amamentada após um ano. Este risco podia aumentar para 16 e 29% aos dois e aos três anos, respetivamente.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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