Vitamina D reduz risco de cancro

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

13 abril 2016
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Níveis elevados de vitamina D, especificamente níveis séricos de 25-hidroxivitamina D, estão associados a um risco reduzido de cancro, sugere um estudo publicado na “PLOS ONE”.
 
Em 1980, os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, já tinham constatado que níveis deficientes de vitamina D estavam associados a alguns cancros. Os investigadores verificaram que as populações que viviam em latitudes mais elevadas, com uma menor exposição solar, eram mais propensas a terem níveis mais baixos de vitamina D e a apresentarem taxas mais elevadas de cancro do cólon. Estudos posteriores constataram que a vitamina D estava associada a outros cancros como a mama, pulmão e bexiga.
 
Neste estudo, os investigadores decidiram determinar qual o nível de vitamina D necessário para reduzir eficazmente o risco de cancro. Foi utilizada uma abordagem não tradicional que reuniu a análise de dois estudos anteriores distintos: um ensaio clínico aleatório de 1.169 mulheres e um estudo prospetivo de coorte de 1.135 mulheres. Um ensaio clínico avalia se um teste ou tratamento específico é seguro e eficaz. Um estudo prospetivo analisa os resultados durante o período estipulado, neste caso, sobre a incidência de cancro nos participantes.
 
Através da combinação dos dois estudos, os investigadores obtiveram uma maior amostragem e uma maior gama de níveis séricos de 25-hidroxivitamina D ou 25 (OH) D. A única forma precisa de medir a vitamina D no organismo é através da medição dos níveis de 25 (OH) D no sangue. 
 
O estudo apurou que os níveis séricos da 25 (OH) D dos participantes do ensaio clínico eram de 30 ng/ml e dos participantes do estudo prospetivo eram de 48 ng/ml. Os investigadores constataram que a taxa de incidência de cancro dos indivíduos do ensaio clínico, que tinham um nível mais baixo vitamina D, era maior do que a dos indivíduos do estudo prospetivo. Os números foram 1.020 casos por 100.000 pessoas-ano e de 722 por 100.000 pessoas-ano, respetivamente
 
Os investigadores também verificaram que a taxa de cancro diminuía à medida que os níveis de 25 (OH) D aumentavam. As mulheres cujo nível de vitamina D era superior a 40 ng/ml apresentavam um risco 67% maior de desenvolver cancro, comparativamente com aqueles em que o nível desta vitamina era no máximo 20 ng/ml.
 
Os investigadores não identificaram uma dose única e ótima diária de vitamina D ou o modo de admissão, que pode envolver a exposição solar, dieta e/ou a toma de suplementos. O estudo atual simplesmente esclarece que a redução do risco de cancro torna-se mensurável aos 40 ng/ml, havendo um benefício adicional a níveis mais elevados.
 
“Estes achados apoiam uma associação inversa entre a 25 (OH) D e o risco de cancro” referiu, em comunicado de imprensa um dos autores do estudo, Cedric Garland. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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