Vitamina D poderá ter efeitos positivos no tratamento do cancro

Estudo publicado na revista “Experimental Cell Research”

06 maio 2010
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A vitamina D é conhecida pelos muitos efeitos protectores contra variadas doenças, mas um estudo da University of Guelph, no Canadá, explica agora um dos seus efeitos: a sua acção anticancerígena. O estudo foi publicado na revista “Experimental Cell Research”.

 

A diminuição da actividade de uma proteína denominada MARRS, um receptor para a sinalização da vitamina D, faz com que a célula cancerosa se torne hipersensível ao nutriente, tornando-se mais frágil. A manipulação destes níveis pode modificar a forma como as células tumorais se dividem, tornando-as potenciais alvos para tratamento.

 

“Parece que a diminuição do MARRS traz benefícios para o tratamento do cancro da mama quando usamos vitamina D”, refere a líder da investigação Kelly Meckling, em comunicado enviado à imprensa, explicando que “os tumores que apresentam níveis baixos de MARRS crescem mais rapidamente do que os tumores com índices normais. Mas, quando é usada a terapia com vitamina D como agente antitumoral, as células tumorais morrem muito rapidamente”.

 

A vitamina D é essencial para a saúde dos ossos e está também associada a uma maior protecção contra o desenvolvimento de esclerose múltipla. Segundo a investigadora, para além do estudo mostrar o papel antitumoral da vitamina, mostra também, dada a sua função de protecção celular fortíssima, como esta poderá tornar-se num elemento terapêutico contra doenças como Alzheimer, Parkinson e psoríase.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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