Vitamina D pode ser benéfica para os indivíduos com esclerose múltipla

Estudo publicado na revista “Neurology”

06 janeiro 2016
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A toma de quantidades elevadas de vitamina D3 é segura para os indivíduos com esclerose múltipla e pode ajudar a regular a resposta imunitária hiperativa do organismo, sugere um estudo publicado na revista “Neurology”.
 
Os níveis baixos de vitamina D no sangue estão associados a um aumento do risco de desenvolvimento de esclerose múltipla. Os indivíduos com esclerose múltipla e baixos níveis de vitamina D são mais propensos de sofrerem maiores incapacidades e uma maior atividade da doença.
 
Para o estudo os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Johns Hopkins, nos EUA, contaram com a participação de 40 indivíduos com esclerose múltipla remitente e recorrente que receberam 10.400 ou 800 unidades internacionais de suplementos de vitamina D3 por dia, ao longo de seis meses. Foram realizados testes sanguíneos no início do estudo bem como após três e seis meses. Estes testes tiveram como objetivo a medição da quantidade de vitamina D no sangue e da resposta de um tipo de células do sistema imunitário, os linfócitos T, que desempenham um papel importante na esclerose múltipla. 
 
Os efeitos secundários associados à toma de vitamina D foram ligeiros e não foram diferentes entre os indivíduos que tomaram as doses mais elevadas ou mais baixas. Um indivíduo de cada grupo teve uma recidiva da doença.
 
O estudo apurou que os indivíduos que tomaram as doses mais levadas de suplementos apresentaram uma redução na percentagem de linfócitos T inflamatórios associados à severidade da doença. Os indivíduos que tomaram as doses mais baixas não apresentaram alterações percetíveis nas percentagens das subpopulações dos linfócitos T.
 
“Estes resultados são emocionantes, uma vez que a vitamina D tem o potencial de ser um tratamento de baixo custo, seguro e conveniente para os indivíduos com esclerose múltipla”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Peter Calabresi.
 
Apesar de os resultado serem promissores, o investigador acrescentou que são necessários mais estudos para confirmar estes resultados e para ajudarem a perceber os mecanismos destes efeitos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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