Vitamina D: níveis baixos na infância associados aterosclerose na idade adulta

Estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

13 fevereiro 2015
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Níveis baixos de 25-hidroxivitamina D na infância estão associados à aterosclerose subclínica na idade adulta, sugere um estudo publicado no “Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”.
 

A importância da vitamina D na saúde cardiovascular tem sido foco de um crescente interesse. Estudos anteriores demonstraram que níveis baixos de vitamina D estavam associados a um maior risco de acidente vascular cerebral e enfarte agudo do miocárdio.
 

A deficiência e insuficiência de vitamina D são altamente prevalentes nas crianças de todo o mundo. Neste estudo, os investigadores da Universidade Turku, na Finlândia, decidiram analisar a relação entre os níveis baixos de vitamina D na infância e o aumento da espessura íntima-média carotídea (IMT, sigla em inglês). A IMT é um marcador estrutural da aterosclerose que está correlacionado com fatores de risco cardiovascular e prevê eventos cardiovasculares.
 

Para o estudo, os investigadores, liderados por Olli T. Raitakari, contaram com a participação de 2.148 indivíduos entre três e dezoito anos de idade. Os participantes foram reavaliados trinta a quarenta e cinco anos mais tarde. Os níveis de vitamina D na infância foram medidos no soro e a IMT foi medida na parede posterior da artéria carótida esquerda através de ultrassonografia.
 

O estudo apurou que os participantes que na infância tinham níveis de 25-hidroxivitamina D situados no quartil mais baixo apresentavam uma prevalência significativamente maior de IMT de elevado risco na idade adulta, 21,9% contra 12,7%.
 

Os investigadores constataram que esta associação era independente dos fatores de risco cardiovascular convencionais, incluindo níveis séricos de lípidos, pressão arterial, hábitos tabágicos, dieta, atividade física, índice de obesidade e nível socioeconómico.
 

De acordo com os investigadores, são necessários mais estudos para averiguar se os níveis baixos de vitamina D têm um papel causal no aumento da espessura da artéria carótida. “Contudo, as novas observações chamam a atenção para a importância de fornecer às crianças uma dieta com níveis de vitamina D suficientes”, conclui um dos autores do estudo, Markus Juonala.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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