Vitamina D: níveis baixos aumentam risco de pré-eclampsia severa

Estudo publicado na revista “Epidemiology”

30 janeiro 2014
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As mulheres que têm níveis baixos de vitamina D durante as primeiras 26 semanas de gravidez podem ter um risco maior de desenvolver pré-eclampsia severa, defende um estudo publicado na revista “Epidemiology”.
 

“Durante décadas, a vitamina D foi conhecida por desempenhar um papel importante na saúde óssea. Nos últimos 10 a 15 anos, os cientistas têm constatado que esta vitamina tem diversas funções benéficas, nomeadamente na manutenção de uma gravidez saudável”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Lisa Bodnar.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, decidiram avaliar de que modo os níveis de vitamina D na gravidez afetavam o risco de as mulheres desenvolverem pré-eclampsia. Neste sentido foram recolhidas amostras de sangue de 770 mulheres grávidas que tinham desenvolvido esta condição e de 3.000 mulheres que foram incluídas no grupo de controlo.  
 

No estudo foram tidos em conta alguns dos fatores que poderiam afetar os níveis de vitamina D, incluindo raça, índice de massa corporal antes da gravidez, número de gravidezes prévias, hábitos tabágicos, dieta, atividade física e exposição à luz solar.
 

Os investigadores verificaram que as mulheres que tinham níveis suficientes de vitamina D apresentavam um risco 40% menor de desenvolver pré-eclampsia severa. Contudo, não se observou qualquer associação entre os níveis de vitamina e o desenvolvimento de pré-eclampsia moderada.
 

Os autores do estudo acreditam que a pré-eclampsia severa e a moderada têm diferentes causas. “A pré-eclampsia severa coloca a mãe e a criança num risco muito mais elevado, assim a sua associação com um fator que pode ser facilmente tratável, como a deficiência na vitamina D, tem um grande potencial”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Mark A. Klebanoff.
 

Lisa Bodnar acrescenta que apesar de estes resultados serem bastante prometedores estes ainda devem ser confirmados. Assim, como base nestes resultados as mulheres grávidas não devem começar a tomar automaticamente vitamina D durante a gravidez.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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