Vitamina D e cálcio no risco de cancro: efeito protetor?

Estudo publicado na revista “JAMA”

31 março 2017
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Um novo estudo não conseguiu detetar efeitos protetores significativos da vitamina D e cálcio sobre o risco de cancro em mulheres na pós-menopausa.
 
O estudo conduzido por investigadores das Escolas Universitárias de Enfermagem e Medicina da Universidade Creighon, EUA, foi efetuado na sequência de alguns estudos que sugeriam que a vitamina D poderá exercer um efeito protetor contra o cancro.
 
Os investigadores liderados por Joan Lappe, propuseram-se a testar o efeito da suplementação com vitamina D e cálcio em mulheres saudáveis e na pós-menopausa. 
 
Para o efeito, a equipa conduziu ensaios clínicos em 2.303 mulheres, com 55 ou mais anos de idade, oriundas de 31 estados rurais nos EUA. 
 
As mulheres foram divididas em dois grupos: um grupo de 1.156 mulheres recebeu um tratamento diário de 2.000 unidades internacionais de vitamina D3 e 1.500 miligramas de cálcio. O outro grupo, de 1.147 mulheres recebeu um placebo. O tratamento durou quatro anos e decorreu entre junho de 2009 e agosto de 2015. 
 
Durante os quatro anos de duração do tratamento, os investigadores seguiram as participantes e observaram a incidência de todos os tipos de cancro, exceto o cancro da pele não-melanoma. Foram considerados fatores como a idade, hábitos de fumar, histórico familiar e Índice de Massa Corporal (IMC).
 
Foram diagnosticados um total de 109 cancros em todas as participantes durante o período do estudo: 3,89% dos cancros foram diagnosticados no grupo que recebeu o tratamento e 5,58% no grupo que recebeu o placebo. 
 
De forma geral, os investigadores não detetaram um “risco significativamente inferior” de desenvolvimento de doença oncológica no grupo que recebeu o tratamento ao longo daqueles quatro anos. Não foi também encontrada qualquer “diferença estatisticamente significativa” entre os dois grupos em termos de incidência de cancro da mama. 
 
Apesar dos resultados, os autores especulam que estes poderão ser devidos ao facto de a amostra possuir níveis de vitamina D mais elevados do que a população dos EUA em geral. A equipa conclui assim que são necessários estudos mais apurados para avaliar o possível papel da vitamina D na prevenção do cancro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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