Vitamina D: doses mensais elevadas reduzem infeções respiratórias mas aumentam queda em idosos

Estudo publicado no “Journal of the American Geriatrics Society”

09 janeiro 2017
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Doses mensais elevadas de vitamina D reduzem o número de infeções respiratórias nos idosos, mas aumentam o número de quedas, dá conta um estudo publicado “Journal of the American Geriatrics Society”.
 
Nos indivíduos com mais de 65 anos, as infeções respiratórias agudas, tais como as constipações, gripe, ou pneumonia, podem conduzir a complicações que podem por a vida em risco. Os idosos que vivem em instituições de cuidados prolongados apresentam um risco elevado de infeções respiratórias, porque o seu sistema imunitário tende a ser mais fraco do que aqueles que vivem noutros locais. Desta forma, o reforço da imunidade dos mais idosos pode ajudar a reduzir o risco de contraírem este tipo de infeções.
 
Uma vez que a vitamina D desempenha um papel importante na imunidade, os investigadores da Universidade de Colorado, nos EUA, decidiram averiguar se a toma de doses elevadas de vitamina D poderia diminuir o número de infeções respiratórias dos idosos residentes em instituições de cuidados prolongados. 
 
O estudo contou com a participação de 107 adultos, com mais de 60 anos. Metade dos participantes, que já estavam a tomar diariamente entre zero a 1.000 unidades internacionais (UI) de vitamina D, tomaram uma dose adicional de 100.000 UI de vitamina D uma vez por mês. À outra metade dos participantes foi administrado um placebo uma vez por mês.
 
Os investigadores, liderados por Robert S. Schwartz, contabilizaram, ao longo dos 12 meses do período de acompanhamento, o número de infeções respiratórias agudas que necessitaram de cuidados médicos, nomeadamente, bronquite aguda, gripe e pneumonia. Foram também contabilizadas as quedas, fraturas, pedras nos rins, hospitalizações e mortes durante o período de acompanhamento.
 
O estudo apurou que, comparativamente com os idosos que tomaram as doses mais baixas de vitamina D, aqueles que ingeriram as doses mais elevados tiveram menos 40% de infeções respiratórias ao longo do período de acompanhamento de 12 meses. Contudo, verificou-se que os indivíduos deste último grupo sofreram o dobro das quedas que os idosos que tomaram a doses mais baixas de vitamina D.
 
Os investigadores concluíram assim que, a toma mensal de uma dose elevada de vitamina D reduzia o número de infeções respiratórias, mas aumentava o número de quedas. Desta forma são necessários mais estudos para averiguar se a toma diária de doses elevadas desta vitamina, por oposição à mensal, pode ajudar a proteger os idosos contra as infeções respiratórias e minimizar o risco de quedas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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